Palavras Entressonhadas

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Viajar através dos livros

Há viagens que apenas são possíveis através dos livros, porque só aí podemos ir a vários lugares como "A terra do nunca", a era jurássica… que na realidade não existem.
É só nos livros que podemos ir a sítios fantásticos e, também só aí, podemos imaginar vários seres tais como extraterrestres, piratas, monstros… que só nos livros os poderíamos encontrar.

André Pereira, 5º B nº 2

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Bom ano letivo!

O Blogue "Palavras Entressonhadas" deseja-te um exelente ano letivo!

Propomos-te a leitura de um texto que fala dos problemas de autoestima que muitos adolescentes sentem no seu dia a dia na escola. Fala também de amizade e solidariedade.
O importante não é o que os olhos veem mas o que o coração sente.




"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos."

O Principezinho

A CAIXINHA DE MÚSICA

Catarina não gostava da cara que tinha. Achava-se feia, com o seu nariz arrebitado, a boca grande e os olhos muito pequeninos. Na escola, as crianças não queriam brincar com ela. Preferiam outras companhias. Corriam pelo pátio, muito alegres, fazendo jogos em que Catarina nunca conseguia entrar. Quando a campainha tocava, no fim das aulas, pegava na pasta de cabedal castanho, punha-a às costas e ia sem pressa para casa, colada às paredes, com medo das sombras, dos gracejos dos rapazes mais crescidos. Com medo de tudo que pudesse tornar ainda mais triste a sua vida.
«Tens mesmo cara de bolacha.» - dissera-lhe, dias antes, uma rapariga da sua turma.
Ficou muito magoada com aquelas palavras que lhe acertaram em cheio, como uma pedrada, em pleno coração.
E lá andava ela com os seus olhos pequeninos e tristes, com os pés para o lado, a ver se descobria alguém que conseguisse gostar dela, nem que fosse só um bocadinho.
No caminho para casa encontrava todos os dias o homem do realejo. Era muito velho e estava sempre a sorrir. Trazia, poisado no ombro, um grande papagaio de muitas cores que passava o tempo todo a dormitar. Quase ninguém reparava no velho que tocava cantigas muito antigas, à esquina de duas ruas sem sol. Era um homem solitário.
Quando fez anos, Catarina levou-lhe uma fatia de bolo de aniversário, com cerejas cristalizadas e algumas velas em cima. O velho ficou muito comovido, guardou o bolo dentro de um saco branco e foi-se embora, para ela não ver a sua cara enrugada cheia de lágrimas.
Um dia, quando saiu da escola, foi procurar o seu amigo. Deixou que ele lhe agarrasse na mão e ouviu-o dizer numa voz muito sumida: «Vim hoje aqui com muito sacrifício só para te dizer adeus. Vou partir para muito longe, mas gostava de te deixar uma recordação minha». Meteu a mão no bolso do sobretudo e tirou uma pequena caixa de música. «Esta caixinha é muito, muito velha. Nem se sabe ao certo a sua idade. Sempre que a abrires e tiveres um desejo ele há de realizar-se imediatamente».
Catarina ficou muito contente a olhar para a caixa e quando quis agradecer ao amigo já não o encontrou. Catarina levou para casa a caixinha de música e escondeu-a com muito cuidado para ninguém a descobrir. O desejo não demorou a surgir: queria deixar de ser feia. Pôs-se à frente do espelho, abriu a caixa e pensou no seu desejo com quanta força tinha. 
Da caixinha saía uma música muito bonita. Catarina olhou para o espelho cheia de receio de que o sonho não se tivesse tornado realidade. Mas não. Ninguém iria acreditar quando a visse com a sua nova cara, o ar alegre e bem disposto. 
A sua vida modificou-se completamente. Passou a ter amigos. Já ninguém falava da sua cara, da sua maneira esquisita de andar.
Um dia perdeu a caixinha de música. Ao fim de uns dias, a magia começou a desaparecer lentamente. A boca alargou, os olhos voltaram a ficar muito pequenos. Sentiu de novo uma grande tristeza e apeteceu-lhe fugir para muito longe ou nunca mais sair de casa.
Ao fim de algum tempo, acabou por se decidir: começou a sair à rua, a ir à escola. E, com grande surpresa sua, os companheiros de escola, os amigos falavam-lhe como se nada tivesse acontecido, como se a sua cara não tivesse voltado ao que era dantes.
A tristeza desapareceu e Catarina percebeu que o importante não é a cara que as pessoas têm mas a forma como são na vida, no mundo, como sabem ser solidárias com os outros.

José Jorge Letria, Histórias quase Fantásticas,
Cacém, Edições Ró, 1981 (adaptado)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Eu sou...

Eu sou uma árvore
repleta de luzes
feitas de mármore
e com nozes.

Tenho olhos azuis
feitos de botões,
não existem iguais
em formas de corações.

Eu não sou peixe
sou colorida,
sou fixe
e florida.


Sara Nunes, nº 19, 5º B

Eu Sou...

            Eu sou uma mochila
Tão grande como o mar.
Eu sou uma menina
Que flutua no ar.

Eu sou uma borboleta
Em busca de um sonho.
Eu sou uma roleta
Que faz feliz um tristonho.

Eu sou um estojo
Repleto de materiais.
Eu sou o coração de muitos animais.

Catarina Palma nº7  5ºB


quinta-feira, 23 de abril de 2015

OS MEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO FAVORITOS



OS MEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO FAVORITOS

     Eu sou o João, tenho doze anos e moro em Tavira. Gosto muito de animais. Eu tenho um gato que se chama José, mas que não vive comigo, porque na casa onde vivo não são permitidos animais que possam estragar as mobílias.
      O José, o meu gato, vive na casa da minha avó desde que tinha 1 ou 2 meses. Ele é muito brincalhão e maluco, acho mesmo que ele parece o Tarzan, porque salta do telhado e fica pendurado numa rede que existe no quintal da minha avó. Ele é um gato siamês que não é de raça pura, e tem olhos castanhos azulados.
     Eu não costumo estar muito tempo com o José mas, sempre que vou a casa da minha avó, ele reconhece-me logo, exceto ontem, porque eu estava com uma roupa fora do normal e ele não me reconheceu.
     O José é um gato que faz poucas asneiras. Só houve uma vez quando ele era mais novo, que pulou para cima do meu cão e atacou um passarinho que estava em cima da corda da roupa.
     Para além do meu José, eu também gostava muito de ter um cão, um pastor alemão. Porém, tinha que estar comigo desde bebé para ser treinado e para eu poder brincar com ele e não ser agressivo.
     Ainda não sei que nome lhe poria, mas estive a pensar durante as férias da Páscoa, e lembrei-me do nome Ringo II. É um nome bonito, não acham?
     Teria que ser o número dois, porque eu já conheço outro pastor alemão que se chama Ringo. Por isso o meu teria que ser o Ringo II.

     Espero no futuro poder realizar o meu sonho e ter o cão que sempre desejei.



                                                                    João Andrade - nº 13 - 6ºA



                             Gustav Klimt – Macieira - 1912 (Óleo sobre tel

O nosso Mundo

   Há muito tempo vivia um homem com uma grande experiência de vida e expressava-a através do desenho.
   Um dia, o homem ficou a tomar conta do seu sobrinho mais novo e, enquanto este brincava, decidiu desenhar. Pegou na sua tela e nas suas tintas e ficou imóvel a observar a paisagem
    O menino, curioso, perguntou-lhe:
    Porque não pintas? 
  - Não pinto porque ainda estou à procura de inspiração - disse o homem, pensando ter esclarecido o miúdo.
   O miúdo regressou às suas brincadeiras e o homem ao seu trabalho.
   Quando o homem estava a dar os retoques finais, o menino interrompeu-o:
    - Não é isso que está à tua frente! Eu não vejo as coisas assim…
   Então, o homem respondeu:
   - Deus, quando pintou o mundo, não copiou…Criou-o ele mesmo como queria que fosse. Se ele pode criar o mundo, eu também posso criar o meu pequeno mundo.
   -E como é o teu mundo? - Questionou o menino.
   - O meu mundo não pode ser entendido por ti, tal como o teu mundo não pode ser compreendido por mim. – Respondeu o homem.
   -Isso quer dizer que todos temos um mundo? - Perguntou o menino.
   - Sim. Se não tivéssemos um mundo, não poderíamos sonhar. E para que serve um Homem sem sonhos? - Esclareceu o homem.
   O menino olhou para ele confuso.
   -Estás a ver aquela árvore? - perguntou o homem.
   -Sim - confirmou o menino.
   -Aquela árvore é uma macieira mas eu quero laranjas. Então eu fecho os olhos e como a maçã a pensar que é laranja. Ou seja, este mundo deu-me uma coisa mas o meu mundo deu-me o que eu queria.
   Entretanto a mãe do miúdo chegara
   -Adeus tio! – despediu-se o menino.
   -Nunca pares de sonhar, meu sobrinho! - Despediu-se o homem.
    Joana Monteiro - 6ºA - Nº11

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A inveja é feia

Era uma vez uma menina chamada Susana que era muito simpática e outra menina que se chamava Bruna, que era má.
Susana era a favorita das meninas, pois tinha excelentes notas.
Bruna era a menos favorita, pois tinha muito más notas porque não queria saber da escola, porque não estudava e porque ela e outras duas meninas formavam um grupo contra a Susana.

Um dia, à tarde, na escola a Susana perguntou:
- Queres ser minha amiga?
Bruna respondeu:
- Achas? Claro que não. Nunca seria amiga de uma feia e inútil.
A Susana começou a não ter tanta esperança que a Bruna fosse amiga dela.
Uma semana passada, Bruna, para convencer os amigos da Susana a não gostarem dela, disse que ela era rica e que tinha uma vivenda enorme.
Susana já não tinha amigos e começou a andar sempre sozinha e, com a ansiedade, baixou muito as notas.
Quando Susana chegou a casa a chorar, a mãe perguntou-lhe:
- O que se passa?
Susana respondeu:
- Já não tenho amigos e tenho andado a baixar as notas.
A mãe disse:
- Não te preocupes, eu falo com a mãe da Bruna.
No outro dia de manhã, quando foi levar à escola a Susana, viu a mãe da Bruna e disse-lhe:
- A sua filha esteve a criticar a minha.
A mãe da Bruna disse:
- Pode ficar descansada, eu falo com a Bruna.

Quando Bruna foi a casa, a mãe disse-lhe:
- Bruna há uma coisa que te tenho de dizer: não podes estar sempre a ser convencida com a Susana tens de te preocupar mais com a escola e estudares, para mais tarde teres uma carreira que te dê muito dinheiro.
A Bruna espantada com as palavras da mãe diz:
- Ok, vou tentar ser mais amiga da Susana.
Bruna quando chega à escola vai junto da Susana e diz:
- Desculpa, queres ser minha amiga?
A Susana muito satisfeita diz:
- Claro!
Bruna e Susana passaram a ser amigas.


Carolina Reis    n°6   5B