Em tempos que já la vão, o Deus Are resolveu criar o primeiro homem e a primeira mulher. Ao homem chamou Tena e à mulher Fura. Para que fossem felizes, decidiu que viveriam em boa harmonia com a natureza e que teriam filhos, mas sem nunca envelhecerem!
Fura e Tena permaneceram portanto lindos, rijos, de pele esticada e cabelos viçosos durante anos e anos.
Certo dia, porém, apareceu um estrangeiro no vale dos muzcos e Fura deixou-se cativar pelo seu encanto. Esqueceu o homem com quem vivia há séculos, esqueceu os filhos, esqueceu o equilíbrio pacato que a vida lhe proporcionava e lançou-se nos braços do estranho!
O castigo dos deuses não se fez esperar. E que castigo terrível! De um momento para o outro, o tempo que não tinha passado abateu-se sobre Fura e sobre Tena, embora ele não tivesse culpa nenhuma. A pele de ambos engelhou, o cabelo embranqueceu, os músculos tornaram-se flácidos …
Desesperado, Tena suicidou-se na presença da mulher. Ela largou num choro tão soluçado, tão infeliz, que os deuses se comoveram.
Não lhe devolveram a felicidade, mas transformaram as lágrimas em esmeraldas e os dois, em duas montanhas lindíssimas.
Nota: A lenda de Fura e Tena faz parte do património cultural da zona de exploração de esmeraldas da Colômbia e das duas montanhas: Tena e Fura. Dividindo-as em duas está o rio. Estas montanhas foram lugar de culto aos deuses e altar de sacrifícios dos índios Muzos.
Realizado por: Fábio e Henrique, 5º D
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