Clube de Leitura

Palavras Entressonhadas

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

UMA VIAGEM DESCONHECIDA

Uma viagem desconhecida

        Numa certa manhã, acordei e decidi que ia viajar. Preparei a nave, preparei o fato e meti-me dentro da nave.
     Enquanto a viagem decorria, como estava tudo calmo, decidi descansar um pouco. Mas adormeci. Quando acordei, a nave tinha parado em cima de um planeta que nunca tinha visto, do qual nunca tinha ouvido falar e que de maneira alguma teria ido visitar.
       Saí da nave com algum receio e, de repente, uma girafa pequena e estranha aproximou-se de mim. Eu fiquei com algum medo até que a girafa disse que aquele era o planeta da imaginação e que ela era a rainha. De seguida, convidou-me a visitá-lo.
     Outros animais guiaram-me pelo planeta, onde existia tudo o que se pode imaginar, até crianças-gatas, dinossauros azuis, borrachas e lápis com vida, e muitas outras coisas que se pode imaginar. Continuei a andar e um sol sorridente disse-me que aquele planeta era o melhor planeta do mundo. Fui dizer à girafa que tinha de me ir embora, mas que voltava para os ir novamente visitar e que tinha adorado conhecê-los.
          Quando cheguei, fui contar aos outros astronautas, mas eles pensaram que eu estava maluca. Eu não me importei, pois sabia o que tinha visto, e que iria guardar para mim toda aquela diversão.

                                                           Trabalho realizado por: Joana Correia
                                                                                                          6-B   N-10        
Viagem ao planeta desconhecido

            Certo dia, quando estava a fazer uma das minhas viagens ao espaço, desviei-me da rota prevista e fui parar a um planeta desconhecido.
         Fiquei admirada porque as máquinas não estavam estragadas, e comuniquei o sucedido aos meus chefes. Eles disseram-me para ficar calma, pois estavam a fazer o possível para me encontrarem.
         Então decidi sair e ir ver o planeta. Ao pisar o solo, senti que este era demasiado escorregadio, mole, húmido e lamacento. Então, vi um par de olhos tão límpidos que pareciam água, a observa-me. Esse ser era do mais estranho que já vira. O seu corpo era colorido e os seus olhos eram triangulares. Também tinha um narigão de meter medo e uma boca do tamanho de uma formiga.
         Tentei falar com ele, mas não resultou. Ele continuava em silêncio e então eu percebi que ele só entendia o que eu dizia, se estivesse escrito no chão. Perguntei-lhe o nome e ele disse que não tinha. Então chamei-o Samuel. Samuel disse-me que aquele era o planeta 345.
         Foi então que ouvi chamarem-me da base. Disseram-me que podia partir e regressar. Eu fiquei muito triste por ter de partir e despedi-me do estranho habitante do planeta 345.
         Adeus Samuel, disse eu…

                                   Joana Nascimento – 6ºA

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entrevista a Maria Alberta Menéres

A turma do 6º C simulou uma entrevista à escritora Maria Alberta Menéres. Aqui ficam algumas das questões "colocadas".

P: Onde nasceu?
R: -Nasci em Vila Nova de Gaia, a 25 de Agosto de 1930.

P: Em que cidade vive?
R: Vivo na cidade do Porto.

P: Em que ano escreveu o seu primeiro livro?
R: -Escrevi o meu primeiro livro em 1952 com o título “Intervalo”.

P: Na sua obra infanto-juvenil inclui poesia?
R: -Sim, mas não só, também inclui contos, bandas desenhadas, teatro, novelas e muitos outros…

P: Qual foi o nome do seu primeiro livro infantil?
R: -O nome do meu primeiro livro infantil foi “Clarinete”, seguindo-se “Figuras Figuronas”, “A Pedra azul da imaginação” e a mais conhecida é “Ulisses”

P: Quantos livros infantis já escreveu?
R: -Já escrevi 19 livros infantis sem contar com os livros para adultos.

P: Qual o seu livro mais vendido?
R: -O meu livro mais vendido provavelmente é “Ulisses”.

P: Qual é o seu escritor preferido?
R: -O meu escritor preferido é Luíz Vaz de Camões. Ele é uma daquelas pessoas que sabem mesmo escrever uma boa história.

P: Qual o nome do seu primeiro livro de prosa?
R: “O pequeno-almoço”.

P: Qual o nome dos seus últimos livros para crianças?
R: “Camaleão Gaveta” e "
Camões, o Super herói da língua portuguesa".

P: Qual o seu melhor livro infantil?
R: “O poeta faz-se aos 10 anos”.

P: Quando descobriu a sua paixão pela escrita?
R: Precisamente aos 10 anos.

P: Já foi professora?
R: Sim, já fui, de História e de Português.

P: Escreve mais literatura infantil ou para adultos?
R: Escrevo mais obras infantis e juvenis.


P: Quando ganhou o seu primeiro prémio infantil ?

R: Em 1986, o prémio Calouste Gulbenkian de literatura infantil.

P: Já ganhou mais algum prémio?
R:O prémio Giacomo Leopardi.

P: Em que se inspira quando escreve?
R: Quando eu escrevo inspiro-me em mim própria.


Muito obrigada pelas suas respostas.

 Beatriz Matado Guerreiro nº3, Diogo Almeida nº8, Hugo Revés nº10 José Pedro nº13


Um Planeta Diferente

Um planeta diferente

  Tinha chegado o momento. Entrei no foguetão que me esperava, com os nervos do costume.
  Quando dei por mim, já estava no espaço. Que saudades que eu tinha daquele silêncio, daquela sua cor indescritível…
  Recebi uma ligação da base que me lembrou do meu objetivo. Estava ali para encontrar um planeta que tinha sido detetado no radar, há cerca de um mês. Concentrei-me e avistei o planeta. Fui até ele com uma curiosidade do tamanho do mundo.
  O planeta tinha uma cor esverdeada, assim como a sopa de espinafres, que a minha filha se recusa sempre a comer.
  Aterrei o foguetão, saí, espetei a bandeira de Portugal e fui à descoberta. O solo era meio gelatinoso. Retirei um pouco desse material e mandei-o para a base, que esperava notícias.
    Olhei em volta e pareceu-me ser o único ser naquele planeta. Vi uma espécie de planta que me era desconhecida e um líquido rosa. Nunca tinha visto nada assim! De repente, avistei um grupo de seres estranhos com uns dentes muito grandes. Isso bastou-me! Entrei aterrorizada no foguetão e fugi.
   No caminho de regresso, pensei para comigo:  
  “Será que alguém vai acreditar nesta realidade?”


                                                 Joana Monteiro - 6ºA - Nº11

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O planeta dos sonhos

    Fui escolhida para fazer uma viagem de foguetão a um planeta que tinha sido descoberto, mas ninguém sabia nada sobre ele.
    Durante a viagem, perdi o contacto com a base e fiquei à deriva no espaço.
    Entretanto, retomei o contacto.
    Passados três dias, cheguei ao planeta desconhecido. Era um lugar muito bonito e tranquilo, cheio de árvores de prata e flores de ouro.
    De repente, ouvi alguns ruídos e fui ver o que era. Eram duas criaturas, com metade do meu tamanho. Com uma pá tentavam colocar o que parecia ser areia cintilante dentro de uma máquina de metal.
    Aproximei-me e perguntei o que tinha aquela areia de tão especial.
    - É brilho de estrela, aquilo de que os sonhos são feitos.- Disseram-me eles.
    Os meus novos amigos deixaram-me meter brilho de estrela na máquina. Esta estremeceu e libertou o sonho mais bonito e brilhante que alguma vez imaginei.
    - Este sonho é para ti, se saltares para cima dele, levar-te-á onde tu quiseres. – Disse uma das criaturas.
    Agradeci-lhe e prometi ir novamente visitá-los.
    Entrei na minha nave e regressei ao meu planeta azul.



Joana Rita 6ºA Nº13

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A meia de Natal

Em tempos que já lá vão, a nossa mãe morrera, deixando o nosso pai, um fidalgo, muito triste com três filhas para cuidar. 
Encerrado no seu emprego, o nosso pai afogava as suas dores e tristezas, fazendo objetos que, segundo ele, haviam de ajudar as vidas de muitas pessoas: fazia trabalhos de vidro, objetos voadores, carros sem mudanças e outros trabalhos bonitos, convencido que os objetos iriam trazer felicidade às pessoas.

Um dia, dizia ele, as pessoas haviam de valorizá-los e pagar bem por eles. O nosso pai gastou pouco a pouco o ouro todo que tinha, e a família não tinha outra opção senão mudar-se para uma casa mais pequena onde a vida era mais fácil para nós. Nós passámos a encarregar-nos de todas as tarefas da casa. Limpávamos, lavávamos, cozíamos, costurávamos e cozinhávamos. Os anos foram correndo e chegou a altura de nos casarmos. O nosso pai andava zangado e triste, porque não tinha ouro suficiente para nos dar, e assim jamais encontraríamos um marido.
Uma noite, depois de termos lavado as nossas meias, e tê-Ias deixado a secar na nossa lareira, na noite de Natal, o Pai Natal, sabendo que nós não tínhamos dote, agarrou em três saquinhos de ouro e pôs um em cada meia pendurada na lareira e, com pontaria, acertou pela chaminé nas três meias.
No dia seguinte, quando acordámos, descobrimos, com alegria que tínhamos ouro nas meias. 
Assim, o nosso pai pôde casar-nos a todas.

Ainda hoje, em muitas partes do mundo, muitas crianças põem meias de Natal na lareira.

Trabalho realizado por: Pedro Duarte e Gueorgui Kovatchki 5º B


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Os lutadores de sumos e o carneiro

    Um dia um carneiro muito pequeno, muito forte, de lã branquinha, passou por uma rua onde estava um homem a perguntar a toda a gente:
    -Quem quer participar num Campeonato Mundial de Sumo?
    -Eu quero!- respondeu o pequeno carneiro.
   -Tu não podes entrar no Campeonato Mundial de Sumo, senão um lutador cai-te em cima e ficas esmagado. Com esse corpinho de lã não vais longe!
        No outro dia de manhã o carneiro já não era o carneiro, era o supremo carneiro, pois tinha sido treinado por um treinador de sumo, que confiou na sua esperteza e coragem para enfrentar a luta, numa atitude de desafio.
        -Assim sim, já podes entrar no campeonato mundial de sumo – disse-lhe o homem.
        Quando o carneiro entrou na arena, todos os lutadores de sumo gozaram com ele, pois era muito pequeno.


        Mas, para espanto de todos, quando o carneiro foi fazer todas as suas lutas, deu facilmente muitas coças aos lutadores, fazendo-lhes muitas cócegas e dando-lhes muitas marradas. E foi assim que ele fez com que todos os lutadores de sumo o respeitassem e o ajudassem a melhorar ainda mais a sua performance. Daí em diante passou a ser respeitado por todos.


Nunca se deve julgar pela aparência.


Trabalho realizado por: Guilherme Rodrigues, 5ºB    Nº10