Clube de Leitura

Palavras Entressonhadas

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Aventura das Chávenas

Era uma vez um bule e três chávenas, que moravam na Aldeia das Chávenas em Paris, com outras chávenas e bules. O bule entornava sempre o chá, por isso chamava-se “Desastrado”. A chávena mais velha, que não gostava do bule, chamava-se “Irritada”, pois estava sempre zangada. A chávena mais nova chamava-se “Admirada”, porque ficava surpreendida com as ações da chávena mais velha. E a outra chávena chamava-se “Apanhada”, porque sempre que o Desastrado entornava o chá ela era apanhada de surpresa.
A Aldeia das Chávenas era um sítio grande, engraçado, divertido, largo, bonito, com parques para as chávenas e bules bebés brincarem, muitas casas, espaços grandes, para os bules tereem espaço para passar, e muitas árvores que os bules-jardineiros cultivavam.
O Desastrado podia ser desastrado, mas era simpático, bem educado, amarelo, bonito, querido, envergonhado, tímido e tinha um coração de ouro, gostava muito dos amigos, especialmente das três chávenas. A Admirada também era querida, gostava muito dos amigos, era simpática, fiel, amarela, bonita, mas não falava sobre os seus problemas. A Irritada estava sempre zangada com o Desastrado, porque ele entornava o chá. Ela era amarela, por vezes mal educada, mas todos sabiam que ela era muito amiga do Desastrado. A Apanhada não gostava nada quando o Desastrado entornava chá para cima dela, mas como ela era querida, não se importava muito com isso. Ela era amarela, querida, simpática e gostava dos amigos.
Certo dia, o Rei reuniu todas as chávenas e avisou:
-Minhas queridas chávenas, os humanos andam à solta, não saiam da aldeia, senão os humanos vão fazer de vocês escravos!
O Desastrado, a Irritada, a Admirada e a Apanhada não deram muita importância ao que o Rei disse e, certo dia, sem ninguém ver, saíram da aldeia e foram aventurar-se pelo mundo dos humanos; começaram a andar, até que chegaram a uma estrada com muitos carros.
-E agora? O que fazemos?- perguntou a Admirada.
-Não é lógico?- respondeu a Irritada- Vamos atravessá-la.
-Mas estão muitos carros- reclamou a Admirada.
-Então vamos devagar- respondeu o Desastrado.
E lá conseguiram atravessar a estrada, até chegarem à Torre Eiffel.
Como estava a escurecer, o Desastrado disse:
-Acho que vamos passar aqui a noite.
-Sim! Concordo!- respondeu a Apanhada cheia de sono.
Quando subiram, instaram-se num sítio confortável e adormeceram.
No dia seguinte continuaram a andar e a andar até encontrarem um palácio, onde estava a ocorrer uma festa de noivado. De repente, a porta abriu-se e de lá saiu um empregado que disse a outro empregado:
-Aqui estão as chávenas, enche o bule com chá e leva para a mesa.
Assim, o outro empregado pegou no bule, encheu-o com chá e levou-o para a mesa, juntamente com as três chávenas. Na mesa também havia mais chávenas e mais bules.
-Olha, o Desastrado! É tão desastrado como uma porta! Ah Ah Ah!- gozou um bule.
-Não sou não!- respondeu o Desastrado com lágrimas nos olhos.
-Não lhes ligues- respondeu a Admirada ao Desastrado.
A Irritada ao ouvir a música da festa, começou a dançar e sem querer empurou o Desastrado. O Desastrado não se conseguiu equilibrar, por isso entornou o chá para cima da Apanhada.
Todas as chávenas começaram a rir:
-Ah! Ah! Ah!
O Desastrado, desfeito em lágrimas, foi para um canto.
-Desastrado, não lhes ligues, eles são parvos- disse a Admirada para consolá-lo.
-Eles não param de gozar comigo- respondeu o Desastrado.
-Nós estamos aqui contigo, não fiques triste-responderam a Admirada, a Apanhada e a Irritada.
-Ok!- respondeu o Desastrado, mais animado.
Depois de acalmar o Desastrado, a Admirada perguntou:
-Quem quer brincar às escondidas?
-Nós!!!- responderam todos em coro.

Lição de Moral: Devemos ajudar e compreender os nossos amigos em todos os momentos, sejam momentos difíceis ou fáceis.


Sara Nunes, nº 19, 5º B

quinta-feira, 5 de março de 2015

A minha cidade

A minha cidade sabe a morangos doces
      
da Primavera.

Ninguém ignora que não é grande,

nem rica, nem elegante a minha cidade.

Mas tem esta vista marítima e um aroma deslumbrante,

de quem acorda cedo para dançar à volta dos morangueiros.

Raramente falei da minha cidade, talvez

nem goste dela, mas quando ouço as suas ondas

parecem-me música.

Reparo que também na minha cidade o mar é deslumbrante.
                                            Milene Arroteia nº17 6ºD