Palavras Entressonhadas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Tenista Simpático

Era uma vez um tenista profissional que tinha cabelo louro, olhos azuis e boca grande. Era um homem novo, muito engraçado e simpático.
Um dia descobriu que havia uma instituição de caridade que precisava de dinheiro.
O tenista resolveu organizar um jogo de ténis para angariar fundos para a referida instituição.
Quando o tenista entregou o donativo aos diretores da instituição, estes agradeceram o mesmo, pois o dinheiro ajudou a salvar as crianças que lá viviam.
No final todos se sentiram muito felizes.


Rúben Rufino, n.º 20 – 5.ºD

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Dama Pé de Cabra - Uma lenda do tempo das lutas com os Mouros

D. Diogo Lopes era um caçador infatigável. Montado no seu cavalo branco, corria pelos montes em busca de javalis, veados, lobos e ursos, tanto no Inverno como no Verão. A neve, o frio, a chuva, não o detinham no castelo, porque sempre fora um homem inquieto, amigo de correrias.
Certo dia, porém, quando perseguia um javali no monte silvoso e agreste ouviu cantar ao longe. E que lindo cantar!
Fascinado, levantou os olhos para um pedregulho fronteiro e viu uma mulher tão formosa que ficou sem pinga de sangue. Aproximou-se e perguntou:
- Quem sois vós, senhora? Quem sois vós que logo me cativastes?
Ela riu e o seu riso saltitava nas dobras do vento, puro e cristalino.
- Sou uma dama tão nobre como tu.
D. Diogo aproximou-se ainda mais. Já não conseguia afastar os olhos daquele cabelo louro, da face gentil, das mãos brancas como a neve. Dentro do peito, o coração parecia estourar de amor!
- Senhora, se casares comigo ofereço-te as minhas terras e os meus castelos.- Guarda as tuas terras, que precisas delas para cavalgar.
- Que posso oferecer-te então para que sejas minha?
Ela baixou a cabeça fingindo-se envergonhada. Quando falou, de novo o cavaleiro estremeceu. Aquela voz era de perder a cabeça!
- A única coisa que me interessa, não ma podes dar porque foi um legado da tua mãe.
- E se eu te amar mais do que à minha própria mãe?
- Nesse caso tens de jurar que não tornas a fazer o sinal da cruz que ela te ensinou em pequeno.
D. Diogo ficou hesitante. Que estranho pedido! Seria coisa do Diabo? Mas olhando-a de frente pareceu-lhe tão bela, tão pura, que afastou os pensamentos negros. Estava apaixonadíssimo, não conseguia resistir aos encantos da mulher, e pôs-se a magicar:
«Afinal de contas, para que servem as benzeduras? Para nada! Se deixar de me benzer, continuo a ser cristão. Na primeira oportunidade, mato duzentos mouros e todos os pecados me serão perdoados...»
Sossegada a consciência, exclamou:
- Seja como queres!
Depois arrebatou-a nos braços, esporeou o cavalo e partiu à desfilada para o castelo.
Só à noite, quando se deitaram, notou que a dama tinha pés de cabra. Mas não deu importância a isso, porque o corpo era esbelto, esguio, de pele muito branca, escorregadia como a seda.
Durante alguns anos o casal viveu em boa paz. Primeiro nasceu um menino, a que chamaram Inigo. Depois uma menina, a que deram o nome de Sol.
Diogo amava a mulher e os filhos. Todos os dias, depois de ter cavalgado pela serra em busca de animais ferozes, corria para o castelo, ansioso por um bom lume, um bom jantar e, melhor do que tudo, o aconchego da família.
Uma noite, quando conversavam alegremente sentados à mesa, Diogo reparou que o seu melhor cão de caça dormitava junto à lareira. A cachorra, que pertencia à mulher, farejava o aposento muito viva e irrequieta.
Diogo pegou então num pedaço de osso bem guarnecido e atirou-o para junto do focinho do cão, gritando:
- Toma lá tu, Silvano, que precisas de te alimentar. À cachorra não dou nada, porque não pára quieta!
O cãozarrão, satisfeito, pôs a pata sobre o osso e abriu muito a boca, mostrando os dentes afiados. Mas logo soltou um uivo de dor, pois a cachorra abocanhara-lhe a garganta.
Diogo levantou-se com tal rompante que entornou o vinho sobre as tábuas.
- Ah! Cadela maldita...
Num movimento brusco virou o corpo do cão moribundo com a ponta da bota. Pobre bicho! Tinha o pescoço coberto de feridas.
- Por minha fé, nunca vi uma coisa assim. Aqui andam artes de Belzebu.
Dizendo isto, esqueceu o juramento feito alguns anos antes e benzeu-se repetidas vezes. Foi quanto bastou para que a mulher se desmanchasse em urros pavorosos.
- Ui!! - berrava como se a tivessem trespassado com um ferro em brasa. - Ui!!
Diogo olhou para ela, assombrado. A pele branca ia-se fazendo negra. A mulher parecia um animal horrendo. De boca torta e olhos revirados, erguia-se no ar, tão leve como uma pena ao vento. Debaixo do braço esquerdo levava a filha, Dona Sol. O braço direito alongava-se para o filho.
- Jesus! Santo nome de Deus! - bradou o cavaleiro. - A minha mulher é o diabo!
Antes que fosse tarde de mais, agarrou Inigo e de novo traçou o sinal da cruz.
A mulher soltou um último grunhido e desapareceu por uma fresta junto ao tecto, levando a menina atrás de si.
Desde esse dia nunca mais ninguém no castelo tornou a pôr a vista em cima da mãe, da filha e da cadela. Desapareceram por artes mágicas.
Diogo Lopes viveu muito tempo triste, cabisbaixo, aborrecido. Talvez a mulher fosse o diabo, mas fazia-lhe falta!
Para se consolar, decidiu partir para a guerra. Entregou o governo dos castelos a Inimigo, disse aos servos que desenferrujassem as armas, preparassem o cavalo, e lá foi lutar contra os Mouros.

   texto retirado de : Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Portugal - História e Lendas, ed. Caminho

Carina Ventura, 5º C

O futebolista

Era uma vez um menino que gostava muito de jogar futebol; chamava-se Guilherme, tinha cabelo e olhos castanhos, uma boca pequena e era simpático. Andava num clube chamado «casa do Benfica de Tavira».
Um dia, estando num treino de futebol, fizeram-lhe uma rasteira e foi livre. Ele preparou-se para chutar e foi golo.
"Gooooooooooooooolooooo" - gritaram todos da sua equipa.
Certo dia, ele foi a um torneio. A sua equipa  estava toda a contar com ele para marcar outro livre.
O jogo começou. Um colega da equipa cruzou e o Guilherme marcou golo de cabeça. Toda a equipa disse  entusiasmada: "golo"! 
O jogo acabou e a «Casa do Benfica de Tavira» ganhou 1-0.

Assim declarou-se que o Guilherme era o capitão da equipa.

GUILHERME MATIAS
5º D nº. 10

O amor - pensamentos



O amor é a coisa mais preciosa, 
é o que nos ensina a compreender os outros, 
a amá-los e a gostar mais das pessoas que nos dão carinho, 
que nos ensinam a aprender as coisas básicas 
e que olham por nós a toda a hora, a todos os minutos e segundos da vida. 



O amor faz bater os nossos corações e aproxima-nos de quem gostamos.



Joana Parreira 5ºA

A meia do Natal

Há muito e muito tempo, um fidalgo (meu pai) viu a sua mulher (minha mãe) morrer, deixando-o triste, porque teria de me criar e às minhas duas irmãs.
Fechado no seu escritório, afogava as lágrimas em desenhos que no futuro iria inventar: telhados de vidro, máquinas voadoras...
Mas o meu pai gastava muito dinheiro nas suas invenções e pensou que algum dia as pessoas comprassem as suas engenhocas. Um dia o meu pai gastou todo o seu dinheiro e sem outro remédio tivemos de nos mudar de casa, para uma que fica no campo.
E nós, as três irmãs, tivemos de fazer todas as tarefas da casa: limpávamos, cosíamos, cozinhávamos.
Os anos foram passando e estava na altura de nos casarmos, só que o meu pai não tinha dinheiro para nos pagar um dote.
Numa noite, quando nós lavávamos a roupa, pendurámos três meias na chaminé. Quando nos fomos deitar, o Pai Natal, deitou um bocadinho de ouro pela chaminé que caiu nas três  meias.
No dia seguinte, vimos o ouro nas meias e assim o nosso pai teve dinheiro suficiente para oferecer os dotes, para nos casarmos.

Agora em vários lugares as crianças penduram meias na chaminé.

GUILHERME MATIAS
5º D nº. 10

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Lenda dos Sete Ais


Esta lenda tenta explicar o nome atribuído a uma localidade do Concelho de Sintra - Seteais.


Há muito tempo atrás, no ano de 1147, no reinado de Dom Afonso Henriques, durante a reconquista, havia um jovem cristão, Dom Mendo de Paiva, que se apaixonara por uma bela moura.

Esta tinha ficado esquecida no castelo. O seu noivo Aben-Abad fugira durante a batalha.

Ao tentar escapar com a sua aia Zuleima, a  princesa Anasir soltou o primeiro ai ao ver Dom Mendo de Paiva;  a sua aia Zuleima pediu-lhe para não voltar a soltar um outro ai sem explicar a razão do seu pedido. Mas, ao ver o exército a aproximar-se, a princesa não se conteve e deu outro ai.
Dom Mendo disse-lhe que se Anasir se recusasse a partir  com ele, separava-a da sua aia. Ela, assustada, não resistiu e soltou o quarto ai.
Dom Mendo levou-a para sua casa para a esconder de todos.

Passado algum tempo a casa começou a ser rodeada por mouros. Zuleima, a sua aia, receava que fosse Aben-Abad, o seu ex-noivo, que embora a tivesse abandonado durante a fuga, vinha castigá-la, vingando-se daquilo que ele considerava ser uma traição.

A aia contou a Dom Mendo que uma feiticeira lhe dissera  que Anasir ao pronunciar o sétimo ai morreria. Ela, curiosa, ao ouvir  a conversa, soltou o quinto e o sexto ai. Zulmira ficou desesperada, mas continuou a não revelar o seu segredo à princesa.

Mais tarde, Dom Mendo teve de partir para uma batalha.
Passados sete dias, Aben-Abad apareceu em casa de Anasir e esta soltou o sétimo ai e o mouro espetou-lhe um punhal no peito.

Dom Mendo,  enlouquecido pelo sofrimento, tornou-se no mais temido caçador de mouros do seu tempo.


Reconto realizado pelo 5º D

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fura e Tena - uma lenda da Colômbia

Em tempos que já la vão, o Deus Are resolveu criar o primeiro homem e a primeira mulher. Ao homem chamou Tena e à mulher Fura. Para que fossem felizes, decidiu que viveriam em boa harmonia com a natureza e que teriam filhos, mas sem nunca envelhecerem! 

 Fura e Tena permaneceram portanto lindos, rijos, de pele esticada e cabelos viçosos durante anos e anos. 

 Certo dia, porém, apareceu um estrangeiro no vale dos muzcos e Fura deixou-se cativar pelo seu encanto. Esqueceu o homem com quem vivia há séculos, esqueceu os filhos, esqueceu o equilíbrio pacato que a vida lhe proporcionava e lançou-se nos braços do estranho! 

 O castigo dos deuses não se fez esperar. E que castigo terrível! De um momento para o outro, o tempo que não tinha passado abateu-se sobre Fura e sobre Tena, embora ele não tivesse culpa nenhuma. A pele de ambos engelhou, o cabelo embranqueceu, os músculos tornaram-se flácidos … 

Desesperado, Tena suicidou-se na presença da mulher. Ela largou num choro tão soluçado, tão infeliz, que os deuses se comoveram. 

 Não lhe devolveram a felicidade, mas transformaram as lágrimas em esmeraldas e os dois, em duas montanhas lindíssimas. 

 Nota: A lenda de Fura e Tena faz parte do património cultural da zona de exploração de esmeraldas da Colômbia e das duas montanhas: Tena e Fura. Dividindo-as em duas está o rio. Estas montanhas foram lugar de culto aos deuses e altar de sacrifícios dos índios Muzos. 

Realizado por: Fábio e Henrique, 5º D