Palavras Entressonhadas

quinta-feira, 12 de março de 2020

O Príncipe com orelhas de burro


            A partir desse dia, o príncipe ficou sem orelhas de burro.
      Passaram os anos. Havia um novo segredo no palácio. O rei e a rainha passeavam nos seus jardins e um dos pastores que por ali andava a pastorear as ovelhas, ouviu a sua conversa sobre o príncipe.
          O pastor ouviu-os dizer que o seu filho queria sair do palácio e andar pelo reino disfarçado de mendigo, a conhecer novas terras e pessoas diferentes.
De facto, o príncipe pediu às fadas uma magia para que ninguém o reconhecesse nas ruas.
E começou a percorrer o reino, disfarçado.
          Mas, quando o pastor tocava a flauta, esta começou a dizer:
          - O príncipe anda pelo reino disfarçado de mendigo! O príncipe anda pelo reino disfarçado de mendigo!
          E as outras flautas passaram a repetir:
         - O príncipe anda pelo reino disfarçado de mendigo! O príncipe anda pelo reino disfarçado de mendigo!
          Todos os que ouviam ficavam admirados, mas ninguém acreditava.
          Um dia, o príncipe encontrou uma rapariga muito bela, de cabelos loiros como o sol, de olhos azuis como o mar e muito inteligente, por quem se apaixonou.
          Depois de conversarem durante algum tempo, o príncipe ficou a saber que ela era uma princesa dum reino vizinho que também andava disfarçada de mendiga.
          Como gostavam um do outro, decidiram chamar as fadas para lhes quebrarem o feitiço.
           - Fadas, queremos voltar novamente à nossa forma original.
           - Têm a certeza? Só vamos fazer mais este feitiço.
           - Não podem voltar atrás. – avisaram as fadas.
- Sim, estamos muito apaixonados e queremos ajudar as populações dos nossos reinos.
          Então, as fadas quebraram o feitiço e o príncipe e a princesa voltaram aos seus palácios.
         Os pais de ambos ficaram muito contentes e decidiram organizar uma festa no palácio do príncipe para todos se conhecerem.
Nessa noite, o palácio estava todo iluminado e os convidados muito bem vestidos. Havia imensa comida e bebidas para todos e uma orquestra a tocar música de dança.
          O príncipe e a princesa inauguraram o baile, radiantes de alegria e felicidade.

Trabalho realizado pela turma do 5º ano, turma D


segunda-feira, 9 de março de 2020

O príncipe com orelhas de burro


Era uma vez um rei que vivia muito triste por não ter filhos. Um dia, tomado de impaciência, mandou chamar três fadas conhecidas no reino e pediu-lhes:
– Boas fadas, vejo-me forçado a recorrer aos vossos poderes. Como a sorte não nos concedeu filhos, vivemos, neste palácio, mergulhados numa tristeza sem medida. E eu não vejo chegar a hora de ter um herdeiro que governe este reino após a minha morte. Fazei, por favor, com que a rainha me dê um filho.
As fadas prometeram-lhe que os seus desejos seriam satisfeitos e que elas próprias viriam assistir ao nascimento do príncipe.
Ao fim de nove meses, a rainha deu à luz um menino. E a primeira fada, tocando com a varinha de condão na cabeça da criança, disse:
– Eu te fado para que sejas o príncipe mais formoso do mundo.
Aproximou-se depois a segunda fada:
– Eu te fado para que sejas muito virtuoso e entendido...
Mas a terceira declarou:
– Eu te fado para que te nasçam umas orelhas de burro...
Partiram as três fadas de imediato e, para desespero do rei, da rainha e suas aias, logo cresceu uma orelha de burro de cada lado da cabeça do menino. O rei mandou sem demora fazer um barrete que o principezinho deveria usar a toda a hora, para esconder as orelhas.
Os anos foram passando e o príncipe crescia em formosura, mas na corte ninguém sabia que ele tinha orelhas de burro. Ao chegar à idade de fazer a barba, mandou o rei chamar o seu barbeiro e disse-lhe:
– Passarás a barbear o príncipe; se, no entanto, disseres a alguém que ele tem orelhas de burro, morrerás...
Ora o barbeiro andava com grandes desejos de contar o que vira, mas com receio de que o rei o mandasse matar, calava o segredo consigo. Um dia foi à igreja confessar-se e disse:
– Tenho um segredo que me obrigaram a guardar, mas eu, se o não digo a alguém, morro; e, se o digo, o rei manda-me matar. Ajude-me, padre, que hei de fazer?
O confessor respondeu-lhe:
– Vai até a um vale onde não vejas vivalma, faz uma cova na terra e diz o segredo tantas vezes quantas precisares, até ficares aliviado desse peso. Depois, tapa a cova com terra.
O barbeiro assim fez. Dirigiu-se a um vale não longe da cidade e, quando se viu em local deserto, abriu uma cova. Em seguida, pôs-se de gatas e gritou para dentro do buraco com quanta força tinha:
– O príncipe tem orelhas de burro! O príncipe tem orelhas de burro!
Depois de ter tapado a cova, voltou para casa muito descansado.

Passados tempos, nasceu um canavial no lugar onde o barbeiro tinhfeito a cova. Os pastores, quando ali passavam com os seus rebanhos, cortavam canas para fazer flautas, mas assim que começavam a tocar saíam delas umas vozes que diziam: “O príncipe tem orelhas de burro! O príncipe tem orelhas de burro!”.
Espalhou-se esta notícia por toda a cidade e o rei mandou vir à sua presença um dos pastores para que tocasse. Da flauta saíam sempre as mesmas vozes que não paravam de dizer: “O príncipe tem orelhas de burro! O príncipe tem orelhas de burro!”. Para ficar sem dúvidas, o próprio rei quis tocar, mas o resultado foi o mesmo.
Desesperado, mandou chamar as fadas e suplicou-lhes que tirassem ao filho as malditas orelhas. Então elas deram ordens para que toda a corte se reunisse e disseram:
– Ordenamos-te, príncipe, que tires o barrete.

Qual não foi o contentamento do rei, da rainha e do príncipe ao verem que as orelhas de burro tinham desaparecido! Desde esse dia, as flautas que os pastores faziam das canas deixaram de dizer: “O príncipe tem orelhas de burro!”.
João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete (seleção, adaptação e reconto),
Contos e lendas de Portugal e do mundo, Porto, Porto Editora, 2015, pp. 31-36

quinta-feira, 5 de março de 2020

O Saltitão e o caçador


Num belo dia de sol, o coelhinho Saltitão, saltitava pelo campo.
Eram 12:50 da manhã. A mãe do Saltitão chamou-o para almoçar, e para dar-lhe um recado muito importante.
-Saltitão, vi nas notícias que anda solto um cão de um caçador, muito perigoso da raça pastor alemão. O Saltitão depois de ouvir a mãe, ficou com receio de sair de casa e saltitar como antes.
Quando foi dormir, o caçador estava a andar e a caçar animais com o cão.
Quando o caçador ia dar um tiro numa pomba, uma formiga mordeu-lhe a perna. O caçador deu um grito e não acertou na pomba. O caçador e o cão fugiram da floresta e ficaram com receio de voltar.
O Saltitão ficou muito feliz, por mais ninguém perigoso entrar na sua floresta.

Realizado pelos alunos do 5º B:
João Bonito, Simão Horta, Rafael Ajuda, Lourenço Colaço











terça-feira, 3 de março de 2020

Concurso Nacional de Leitura

Já se realizou a 14ª edição do Concurso Nacional de Leitura 2019/2020 na nossa escola.
Os alunos inscritos realizaram uma prova escrita e foram apurados 5 alunos de cada ciclo.
Os alunos apurados realizaram ainda uma prova oral que consistiu em responder a questões sobre as obras a concurso e uma prova de leitura expressiva de excertos das mesmas obras. 
Quanto ao 2º ciclo, a obra selecionada foi "A Noite de Natal" de Sophia de Mello Breyner Andresen e ficaram apuradas as alunas: Ana Correia e Riana Pereira do 5º ano, da turma A e Mariana Viegas, do 6º ano, turma D.
Parabéns às três alunas selecionadas e a todos os participantes.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Poema das preposições


Somos alunos do 6º ano, da turma A. Estávamos com dificuldades em decorar as preposições, por isso fizemos este poema e… não é que resultou? Experimenta tu também a memorizá-lo ou propõe à tua turma para fazer um! Vais ver como assim é bem mais fácil!




      A  correr e a saltar
    Ante toda a minha escola
    Após a aula de EDV
    Até o sino tocar
    Com o lápis vou escrever
    Contra o barulho lutar
    De colegas a falar
    Desde o amanhecer
    Durante o tempo escolar
    Em Inglês vou aprender
    Entre números calcular
    Para quando eu crescer
    Perante o mundo vou saber
    Por este planeta lutar
    Segundo alguns cientistas
    Sem terra vamos ficar
    Sob controle não vou estar
    Sobre mim vou pensar
    Para trás não vou olhar!


                                                      Alunos do 6º A          

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A escola Inclusiva


Envolver os alunos na definição dos seus objetivos de aprendizagem e de comportamento.  Diversificar as atividades e fontes de informação de modo a que possam ser personalizadas e contextualizadas atendendo ao percurso individual dos alunos.
 Planificar atividades culturalmente relevantes, socialmente significativas, adequadas à idade e às competências dos alunos.
 Proporcionar tarefas que permitam uma participação ativa, exploração e experimentação.
Incluir atividades que promovam o uso da imaginação para resolver problemas novos e relevantes ou dar sentido a ideias complexas de forma criativa.
 Proporcionar um clima de aceitação e apoio em sala de aula.
 Para cumprir todos estes desígnios, trabalhamos árdua e diariamente, contudo o sentimento que nos move faz a diferença.
Passaremos a ilustrar algumas destas atividades onde a INCLUSÂO se sente!






O desporto escolar tem várias modalidades, cada aluno ou grupos de alunos escolhe o que mais gosta.

No Centro de Apoio às Aprendizagens trabalhamos em grupos mais pequenos para nos reorganizarmos.




















Com a professora Helena Gomes, aprendemos a fazer reutilização de materiais. Que linda ficou a nossa tela!!!






Fazemos natação para sabermos nadar, socializar com outros colegas e trabalhamos a interajuda.





















Fazemos visitas de estudo, onde aprendemos a identificação dos edifícios importantes das localidades. Desenvolvemos o gosto pela cultura, quando nos levam a ver exposições que abordam a matéria dada na escola. Identificamos os conteúdos pelas perguntas que as professoras nos fazem e percebemos que guardamos na memória informação que conseguimos reproduzir. Por isso tudo gostamos da escola.


Pela professora: Teresa Venâncio

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

As Flautas


Era uma vez um reino lindo com uma paisagem incrível. Era cheio de flores e árvores como a amendoeira que na primavera parecia que o inverno continuava a sua linda conversa com a Natureza.
Nesse reino existia um agricultor velho que já desde pequeno era um apaixonado pelos jardins, bosques e campos. Até que ele se fartou, porque não era nada valorizado por isso. E como não ouvia os agradecimentos da Natureza pensou que fosse um desperdício de tempo.
Ninguém no reino se preocupava, mas as canas viam-se aflitas Então, chamaram as fadas e desejaram:
- Fadas, transformem-nos em algo.
-Pode ser em flautas? – perguntaram as fadas.
- Sim, qualquer coisa.
E desde esse dia as flautas passaram a dizer:
- Nós somos canas. E, quando nos colherem, tocaremos lindas músicas que a todos encantarão.

Realizado por: Ana Carolina, 5º B