Palavras Entressonhadas

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O amor - pensamentos



O amor é a coisa mais preciosa, 
é o que nos ensina a compreender os outros, 
a amá-los e a gostar mais das pessoas que nos dão carinho, 
que nos ensinam a aprender as coisas básicas 
e que olham por nós a toda a hora, a todos os minutos e segundos da vida. 



O amor faz bater os nossos corações e aproxima-nos de quem gostamos.



Joana Parreira 5ºA

A meia do Natal

Há muito e muito tempo, um fidalgo (meu pai) viu a sua mulher (minha mãe) morrer, deixando-o triste, porque teria de me criar e às minhas duas irmãs.
Fechado no seu escritório, afogava as lágrimas em desenhos que no futuro iria inventar: telhados de vidro, máquinas voadoras...
Mas o meu pai gastava muito dinheiro nas suas invenções e pensou que algum dia as pessoas comprassem as suas engenhocas. Um dia o meu pai gastou todo o seu dinheiro e sem outro remédio tivemos de nos mudar de casa, para uma que fica no campo.
E nós, as três irmãs, tivemos de fazer todas as tarefas da casa: limpávamos, cosíamos, cozinhávamos.
Os anos foram passando e estava na altura de nos casarmos, só que o meu pai não tinha dinheiro para nos pagar um dote.
Numa noite, quando nós lavávamos a roupa, pendurámos três meias na chaminé. Quando nos fomos deitar, o Pai Natal, deitou um bocadinho de ouro pela chaminé que caiu nas três  meias.
No dia seguinte, vimos o ouro nas meias e assim o nosso pai teve dinheiro suficiente para oferecer os dotes, para nos casarmos.

Agora em vários lugares as crianças penduram meias na chaminé.

GUILHERME MATIAS
5º D nº. 10

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Lenda dos Sete Ais


Esta lenda tenta explicar o nome atribuído a uma localidade do Concelho de Sintra - Seteais.


Há muito tempo atrás, no ano de 1147, no reinado de Dom Afonso Henriques, durante a reconquista, havia um jovem cristão, Dom Mendo de Paiva, que se apaixonara por uma bela moura.

Esta tinha ficado esquecida no castelo. O seu noivo Aben-Abad fugira durante a batalha.

Ao tentar escapar com a sua aia Zuleima, a  princesa Anasir soltou o primeiro ai ao ver Dom Mendo de Paiva;  a sua aia Zuleima pediu-lhe para não voltar a soltar um outro ai sem explicar a razão do seu pedido. Mas, ao ver o exército a aproximar-se, a princesa não se conteve e deu outro ai.
Dom Mendo disse-lhe que se Anasir se recusasse a partir  com ele, separava-a da sua aia. Ela, assustada, não resistiu e soltou o quarto ai.
Dom Mendo levou-a para sua casa para a esconder de todos.

Passado algum tempo a casa começou a ser rodeada por mouros. Zuleima, a sua aia, receava que fosse Aben-Abad, o seu ex-noivo, que embora a tivesse abandonado durante a fuga, vinha castigá-la, vingando-se daquilo que ele considerava ser uma traição.

A aia contou a Dom Mendo que uma feiticeira lhe dissera  que Anasir ao pronunciar o sétimo ai morreria. Ela, curiosa, ao ouvir  a conversa, soltou o quinto e o sexto ai. Zulmira ficou desesperada, mas continuou a não revelar o seu segredo à princesa.

Mais tarde, Dom Mendo teve de partir para uma batalha.
Passados sete dias, Aben-Abad apareceu em casa de Anasir e esta soltou o sétimo ai e o mouro espetou-lhe um punhal no peito.

Dom Mendo,  enlouquecido pelo sofrimento, tornou-se no mais temido caçador de mouros do seu tempo.


Reconto realizado pelo 5º D

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fura e Tena - uma lenda da Colômbia

Em tempos que já la vão, o Deus Are resolveu criar o primeiro homem e a primeira mulher. Ao homem chamou Tena e à mulher Fura. Para que fossem felizes, decidiu que viveriam em boa harmonia com a natureza e que teriam filhos, mas sem nunca envelhecerem! 

 Fura e Tena permaneceram portanto lindos, rijos, de pele esticada e cabelos viçosos durante anos e anos. 

 Certo dia, porém, apareceu um estrangeiro no vale dos muzcos e Fura deixou-se cativar pelo seu encanto. Esqueceu o homem com quem vivia há séculos, esqueceu os filhos, esqueceu o equilíbrio pacato que a vida lhe proporcionava e lançou-se nos braços do estranho! 

 O castigo dos deuses não se fez esperar. E que castigo terrível! De um momento para o outro, o tempo que não tinha passado abateu-se sobre Fura e sobre Tena, embora ele não tivesse culpa nenhuma. A pele de ambos engelhou, o cabelo embranqueceu, os músculos tornaram-se flácidos … 

Desesperado, Tena suicidou-se na presença da mulher. Ela largou num choro tão soluçado, tão infeliz, que os deuses se comoveram. 

 Não lhe devolveram a felicidade, mas transformaram as lágrimas em esmeraldas e os dois, em duas montanhas lindíssimas. 

 Nota: A lenda de Fura e Tena faz parte do património cultural da zona de exploração de esmeraldas da Colômbia e das duas montanhas: Tena e Fura. Dividindo-as em duas está o rio. Estas montanhas foram lugar de culto aos deuses e altar de sacrifícios dos índios Muzos. 

Realizado por: Fábio e Henrique, 5º D

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Eu e o meu cão Nero

          Há muito tempo, quando eu nascera, tinha um companheiro muito fiel, um cão pastor alemão. 

      Ele brincava comigo às escondidas e protegia-me quando o meu avô fingia que me atacava. Ele era como um irmão para mim. Eu tirava terra dos canteiros e punha numa tigela, e dizia:      
     - Papa Nero, papa! 

     Nós éramos verdadeiros amigos! Então fui crescendo e ele foi envelhecendo. Eu adorava-o. 

     Mas um dia fui a Faro. Comi, brinquei e estava feliz, mas não sabia o que me esperava. Ligaram ao meu pai a dizer que o Nero havia sido envenenado e morreu. O meu pai desligou o telefone e eu perguntei-lhe o que se tinha passado. 
    Ele respondeu-me: 
   - Nice, ele morreu envenenado. 

    Quando eu ouvi isto, subi e abracei o meu pai com muita força e chorei muito! Desde aí nunca me vim a esquecer dele, porque ele foi um verdadeiro cão fiel! 

Eunice Parra, nº 3, 6ºA

Uma aventura na ria

         Esta aventura passou-se no verão de 2011. Eu e a minha mãe fomos à ilha de Cabanas, para ficar ao pé da Magda (a minha melhor amiga. Foi muito divertido ficar lá, de dia, mas de noite… isso foi uma aventura. 
        
         Tudo começou quando o barco dos pais da Magda ficou preso no lodo. Por isso tínhamos que dormir lá, mas a minha mãe não podia deixar os meus irmãos sozinhos em casa, (pois o meu pai estava a trabalhar até tarde). 
        
         Então o pai da Magda foi buscar uma canoazinha que estava por lá, improvisou uns remos e lá fomos nós. Como a maré estava baixa, a meio caminho a canoa ficou encalhada no lodo e o pai da Magda mandou-nos sair e disse que não podia ir mais. Eu, meio assustada, não pude contradizer e lá fui. Andámos então por cima do lodo. De noite, não se via quase nada, não sabíamos onde pisávamos. Eu cá só pensava numa coisa: tentar não pisar num caranguejo. Não tenho bem a certeza, mas acho que pisei um… não imaginam o meu grito! 
        
         
       Depois de termos andado um bom bocado já víamos a saída daquele pesadelo. Mas falei cedo demais, pois a certa altura deixei de ver a minha mãe , virei-me para trás e vi-a ali enterrada no lodo até à cintura. 
      Fiquei preocupadíssima, tentei puxá-la, mas não consegui. Tentei outra vez e quase me enterrei de vez. Depois de várias tentativas a minha mãe conseguiu sair. 
       Com um suspiro de alegria, saímos de lá o mais rápido que conseguíamos. 

Ana Carolina, nº 1, 6ºA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lenda do São Martinho


Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França. Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo. 

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam. 

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola. Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre. 

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão! 

Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. 

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

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